quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O HOMEM NO TEMPO ATUAL...

   O homem desenvolveu linguagens novas e frias, confia suas emoções, ou a falta delas, a quem não conhece, nem corpo e nem alma. Tornou-se um solitário na multidão.

A INDIGNAÇÃO E A FRUSTRAÇÃO COM A PALAVRA OS JOVENS DO MUNDO INTEIRO..

       A sociedade brasileira nunca, em outro tempo, envolveu-se tanto em sentimentos de comoção e de indignação, como nos dias de hoje. De repente, parece que ,todos nós, fomos chamados a participar de uma minissérie da vida real., como protagonistas de uma história de barbárie, no capítulo de maior audiência, aquele no qual, infelizmente, tudo indica, atingimos o tão temido "fundo do poço".
    É por isso que, neste espaço, eu me dirijo, especialmente aos jovens. E falo dos jovens, não mais como geração do futuro, mas como pivôs da história, a mesma história que a será vivida, intensamente, por eles e pelas gerações que virão.
   Eu não diria ,evidentemente, que perdi a esperança na minha geração. Eu acho, entretanto, que nós, maduros pelo tempo, já demonstramos algum sinal de fadiga.
   Quem sabe, "fadiga do imaterial". Continuamos na luta, porque a nossa experiência se abastece da energia da juventude.Bem que gostaríamos de deixar, para as gerações futuras, um País menos desigual e mais rico em referências.
    Mas, pelo menos, a nossa luta, inclusive com a própria vida dos que tombaram nesta travessia de suor, de lágrimas, de espinhos e de chumbo, devolveu, à geração que hoje engatinha, a liberdade que nos foi roubada, numa noite escura na qual, a maioria de nós, semeava os mesmos sonhos de liberdade que hoje todos nós, de qualquer idade, colhemos.
    Eu tenho certeza de que, em nenhum outro momento da nossa história, mostrou-se tão necessário unir experiência e vigor. A experiência de quem sempre construiu os alicerces, e o vigor de quem erguerá as paredes da nossa construção histórica.
   Que os jovens do Brasil e do mundo ,sejam bravos,fortes e ague -ridos ,por uma Nação mais justa e democrática, e que sempre que, for preciso quero junto levantar a bandeira desse gigante brasileiro . Que os encapuzados e os caras pintadas, continuem. Porque é só dessa forma que venceremos o inimigo. Em cada jovem existe um gigante adormecido, só não vê,
quem não quer ver...

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

O BRASIL QUE NÃO QUEREMOS...

         Já disse, mais de uma vez, que tanto a inclusão,como a exclusão social, estão globalizadas. O rico brasileiro em nada difere do abastado de qualquer País do Mundo. Igualmente a miséria. A dor da fome não tem sotaques. Tem a mesma língua,aqui, ou em qualquer esquina, ou sarjeta do planeta. Já disse, também, que essa mesma globalização fez surgir uma espécie de País único, cujas regras são determinadas pelo mercado. São excluídos os que conseguem ultrapassar as suas fronteiras. São excluídos, obviamente, os que ficam aquém dos seus muros. Ou, em outras palavras, a tal festa universal.
     Com gente convidada, gente que prepara o evento e gente à espera das sobras.
     O que importa, aqui, é reforçar a minha convicção de que não será o mercado que irá, com suas leis, seus interesses, e seus atores, capitanear uma diminuição das nossas disparidades regionais e pessoais de distribuição de renda. Ao contrário. Não é dá sua lógica. Não é à toa que a venda de supérfluos tenha crescido tão significativamente.
     Nem é por acaso que tenhamos tantos excluídos. É a lógica do lucro que, nem sempre, tem pudores.O mercado vai onde o comprador está. E, comprador é aquele que tem renda!!! É aquele que conseguiu convite para a festa.
Os demais, pouco importa, se eles não têm o passaporte, que é o dinheiro, para ultrapassar os tais muros! ou para comprar o ingresso.
    Esse é o Brasil do século XXI, o Brasil sem pudor...

DOIS BRASIS...

         Como tenho enfatizado, mais do que isso, são comparações que ilustram a urgência de melhor distribuir o necessário.O Brasil, como nação democrática, não pode continuar com tamanhas disparidades de distribuição de renda. E, como elas existem, como bem demonstrado, é preciso discutir se as nossas ações estão seguindo o caminho da distribuição do necessário, ou da potenciação do supérfluo.Isto é, mil famílias e o restante do País, ou se, ao contrário, as nossas ações estão tornando, ainda mais, distantes essas diferenças que nos colocam na parte inferior dos índices de distribuição de renda do planeta.
    No Brasil, há algo assim como uma imensa mesa de refeições.Grande não pelo número de convidados, mas pela quantidade, e pela variedade, da comida. Quem se senta ao redor dessa mesa, pode saciar-se à vontade. É bem verdade que, para que todos os alimentos chegassem até ali, muitos empregos foram gerados, na produção, no transporte e na elaboração dos diferentes pratos. Empregos que geraram renda e que propiciaram outras mesas, ainda que muito mais singelas.
    Mas, muitos, milhões, não tem acesso, hoje, a nenhum desses dois tipos de refeição. Eles têm que se contentar com as sobras, desde que elas existam. Desde que convivas e os que propiciaram as tais refeições não consumam tudo o que foi preparado. De um lado, uma grande festa. No meio, os que ainda conseguem, mesmo que indiretamente, tirar algum proveito do evento.
     Do outro, os que não foram chamados, nem escolhidos. É assim a exclusão social no Brasil e no Mundo. Todos nós somos culpados pelo massacre humano no mundo,não importa se é da fome ,da guerra gerada pelo abuso de poder, ou do próprio ser, que se distanciou do proposito de um Deus,na verdade  falta amor, dignidade , carinho e compreensão ," ser humano"
...
     


                                                   BOM DIA MEUS AMORES...POR,


                                              FAZEREM PARTE DE MINHA VIDA .